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Breve ensaio sobre Fibromialgia e Psicossomática

20-Jan-2017

 

A Fibromialgia é uma síndrome clínica sistêmica caracterizada por dor musculoesquelética crônica idiopática, persistente e generalizada. Outros sintomas associados podem incluir fadiga, problemas de memória e concentração, sono não reparador, insônia, perturbações cognitivas, depressão, ansiedade, cefaleia recorrente, tonturas, rigidez matinal, formigamento/dormência, alterações intestinais, etc. Uma característica bastante comum é sensibilidade aumentada ao toque ou compressão de pontos específicos do corpo. É uma síndrome de diagnóstico essencialmente clínico, não apresentando alterações mensuráveis em exames complexos. 

 

 A Psicossomática propõe a interação entre mente e corpo, considerando-os uma unidade, analisando a influência das emoções no desenvolvimento de doenças. O processo de adoecimento, sob a perspectiva psicossomática, representa uma forma de expressão psíquica, tendo o corpo como possibilidade dessa expressão. Os sintomas surgem, a partir disso, como 'pistas' que nos levam ao conteúdo psíquico negligenciado pelo sujeito e, consequentemente, às causas primárias do adoecimento. Os conteúdos psíquicos inconscientes ultrapassam as fronteiras das manifestações imateriais, materializando no corpo sua simbologia, e encontrando nos sintomas físicos uma linguagem possível.

 

Sob essa perspectiva, a DOR, enquanto sintoma dessa síndrome, provoca um estilhaçamento da vivência do sujeito, podendo chegar as vias da despersonalização. Ela outorga o confrontamento do sujeito com seus limites, limites de tolerância, de resistência, do próprio corpo, limite de si mesmo. A dor isola, altera não apenas a relação do sujeito consigo mesmo, mas como o outro, com o mundo; nela o sujeito esvazia-se, de si e das relações com o outro. Aquele que sente já não define-se por si mesmo, passa a ser definido pela dor.

 

Sendo assim, a estrutura musculoesquelética já não cumpre em plenitude seu papel, encontra-se impedida de sustentar, movimentar, flexibilizar, tornando o sujeito tolhido.

 

Para a clínica psicossomática, o caminho para a cura envolve autoconhecimento, tomada de consciência e elaboração dos conteúdos psíquicos negligenciados pelo sujeito, para que possa liberar o corpo do papel de porta-voz de seu simbolismo. Para tanto, a psicoterapia torna-se uma excelente aliada nesse processo.

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