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Gritar com crianças, o que ocasiona?

20-Jan-2017

 

Gritar com as crianças, isso funciona? A maioria dos pais tem essa dúvida. 

 

Grande parte das pessoas já leram pesquisas sobre bater e dar palmadas nas crianças – estes comportamentos não possuem efeitos positivos para a disciplina e, de fato, são negativos para o desenvolvimento e por fim, acaba gritando com os pequenos. 

 

Mas, se você costuma gritar (fazendo isso para substituir as palmadas), precisa saber que isso também não é bom e que, portando, vai precisar repensar os conceitos. Novas pesquisas têm mostrado que o grito é ineficiente e perigoso para a saúde mental das crianças e para seu comportamento relacionado à disciplina. Um estudo recente realizado pela Universidade de Pittsburgo da faculdade de Educação e pelo Instituto de pesquisa da Universidade de Michigan mostrou que, entre os adolescentes entre 13 e 14 anos com pais que costumam gritar existe uma taxa maior de mau comportamento e maiores casos com sintomas de depressão. 

 

Os pesquisadores apontam que estes efeitos nos adolescentes são, na maioria das vezes, bastante similares àqueles causados por pais que batem nos filhos. Mesmo nos casos em que havia um forte vínculo entre pais e filhos, os impactos negativos de gritar diminuíram. 

 

O grito na verdade funciona como um grande susto e dificilmente a criança está compreendendo e até ouvindo o conteúdo do grito. As crianças começam a atender os pedidos somente quando o grito aparece. Isso faz com que cada vez mais esse mecanismo seja necessário, e quando olhamos para a situação, estamos nervosos, gritando com frequência, por questões da rotina comum, questões simples, muitas vezes. Fora isso, como as situações não são compreendidas, o aprendizado não acontece e ficamos presos com as crianças nesse ciclo. É pouco eficiente. 

 

Se você tende a gritar com seus filhos, os estudos sugerem que você tente conversar com eles num mesmo nível de voz e, calmamente, apresente suas preocupações e esclareça as coisas em termos claros e apropriados para a idade da criança. Comunicar de uma maneira não-ameaçadora é muito mais efetivo para “cortar pela raiz” os problemas de comportamento do seu filho sem causar danos às relações. Não queremos dizer que é fácil controlar o temperamento (nosso e o deles!) e manter nossas vozes em tom baixo, mas este estudo mostra que certamente vale a pena um esforço extra ao tentar.

 

O grito geralmente acontece quando estamos cansados, esgotados e estressados, e aí vem a culpa. Além de não ensinarmos aos pequenos com o grito, acabamos criando um ciclo de pedir desculpas e refazer tudo de novo. Uma sensação de incoerência perante um desafio que temos pela frente.

 

Cuide de como você se comunica.

 

O caminho pela frente para sair do grito é um grande auto-controle do adulto, para depois construir essa comunicação com atenção e respeito. O mais importante é que possamos prestar atenção em nós mesmos. Se acalme, respire fundo, busque o sossego, fique tranquilo, se precisar se afaste um pouco e busque a comunicação que realmente comunica, assim terá um dia a dia mais tranquilo.

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