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Como criar seus filhos em um ambiente mais saudável com a Psicologia e a prática da empatia?

4-Apr-2017

A importância do desenvolvimento dos comportamentos empáticos na infância, que tem como proposta discutir e orientar pais e educadores de como é possível educar e cuidar de crianças na contemporaneidade com o conhecimento da psicologia e a empatia, com valores e como uma competência que pode ser aprendida e cultivada em casa, na escola e nos mais diversos âmbitos sendo ela a base para a formação de crianças transformadoras.

 

Quais são as principais implicações dessas premissas para a educação e quais estratégias e ações podemos pensar juntos para ajudar a criar e/ou ampliar a demanda social por uma educação que equacione empatia com transformação social. A empatia também tem importância nas intervenções preventivas no contexto educativo, com relevância na promoção do desenvolvimento infantil enquanto fator de proteção. Autores como Dessen e Polônia (2007) defendem que a escola constitui um espaço de desenvolvimento e aprendizagem, sendo considerada uma instituição fundamental para a promoção de saúde. Nesta perspectiva, onde a maioria das crianças passam maior parte do seu tempo, entre 8 e até 12 horas por dia,  considera-se que o sistema educativo deve empreender um esforço para ir além da transmissão de conhecimentos acadêmicos, assumindo também a função social e desenvolver competências psicossociais que possam contribuir para uma inserção mais adaptativa das crianças no mundo social e no contexto familiar, onde as crianças passam maior parte com seus pais a empatia tem um valor essencial para o desenvolvimento na medida em que se mostram mais maleáveis, flexíveis e receptivos a mudanças de hábitos, atitudes e estilos de vida.  

 

A empatia tem sido na contemporaneidade alvo de interesse de várias áreas do conhecimento, entre elas a psicologia justificando a relevância dessa habilidade social para a psicoterapia, o desenvolvimento de habilidades sociocognitivas e afetivas e a vida em sociedade.

 

O que é a psicologia e a empatia e como elas se ligam? Psicologia é o estudo científico dos processos mentais e do comportamento do ser humano e as suas interações com o ambiente físico e social. A palavra provém dos termos gregos psico (alma ou atividade mental) e logía (estudo).

 

Segundo o psicólogo austríaco H. Rohracher, psicologia "é a ciência que investiga os processos e estados conscientes, assim como as suas origens e efeitos". Esta definição indica bem a dificuldade de abranger em um só conceito todos os fenômenos psíquicos. São possíveis e justificáveis dois aspectos fundamentalmente distintos: o das ciências naturais, que procura uma explicação causal, e o das ciências filosóficas, que pede uma explicação de sentido, procura descrever sensações, emoções, pensamentos, percepções e outros estados motivadores do comportamento humano. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo.

 

Com origem no termo em grego empatheia, que significava "paixão", a empatia pressupõe uma comunicação afetiva com outra pessoa e é um dos fundamentos da identificação e compreensão psicológica de outros indivíduos. A empatia leva as pessoas a ajudarem umas às outras. Está intimamente ligada ao altruísmo - amor e interesse pelo próximo - e à capacidade de ajudar. Quando um indivíduo consegue sentir a dor ou o sofrimento do outro ao se colocar no seu lugar, desperta a vontade de ajudar e de agir seguindo princípios morais. A capacidade de se colocar no lugar do outro, que se desenvolve através da empatia, ajuda a compreender melhor o comportamento em determinadas circunstâncias e a forma como o outro toma as decisões. Ser empático é ter afinidades e se identificar com outra pessoa. É saber ouvir os outros, compreender os seus problemas e emoções. Quando alguém diz “houve uma empatia imediata entre nós”, isso significa que houve um grande envolvimento, uma identificação imediata. O contato com a outra pessoa gerou prazer, alegria e satisfação. Houve compatibilidade.

 

Segundo SAMPAIO; CAMINO; ROAZZI, (2009, apud RODRIGUES, 2012), esses autores afirmam ainda que as investigações envolvendo a empatia ganharam maior destaque a partir da iniciativa de Carl Rogers, no final da década de 50, quando esse autor desenvolveu a modalidade psicoterápica nomeada Abordagem Centrada na Pessoa, na qual a empatia assume importância fundamental. Segundo Rogers (1997) para que se estabeleça um clima terapêutico adequado é necessário que o terapeuta desenvolva uma compreensão empática por seu paciente.

 

Esses autores Del Prette e Del Prette (2005, apud RODRIGUES, 2012) salientam que a habilidade empática possui subclasses fundamentais tais como: observar, prestar atenção, ouvir; demonstrar interesse e preocupação pelo outro; reconhecer/ inferir sentimentos do interlocutor; compreender a situação (assumir perspectiva); demonstrar respeito pelas diferenças; expressar compreensão pelo sentimento ou experiência do outro; oferecer ajuda; compartilhar. Na visão dos referidos autores, a promoção do desenvolvimento dessa habilidade deve contemplar tais âmbitos. A relevância da empatia para o desenvolvimento saudável torna-se cada vez mais evidente, expressando uma habilidade de comunicação que parece estar cada vez mais adequada às demandas do mundo atual (FALCONE, 1999).

 

Como salientam Falcone et al. (2008), o componente cognitivo constitui a capacidade de inferir com precisão os sentimentos e pensamentos do outro, sem necessariamente experimentar mesmos sentimentos. O afetivo remete à capacidade de compartilhar emoções, e o comportamental refere-se à expressão empática, em que o indivíduo manifesta sua compreensão acerca da situação vivenciada pela outra pessoa, o que pode ser feito por meio da comunicação verbal ou não-verbal. O desenvolvimento de habilidades sociais na infância, incluindo o desenvolvimento da empatia, é defendido por Gonçalves e Murta (2008, apud RODRIGUES, 2012) enquanto fator de proteção a comportamentos antissociais, isto porque tais habilidades favorecem a obtenção de reforçadores sociais importantes, como a amizade e o respeito.

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